Judaísmo Messiânico é uma ramificação religiosa que segue as “tradições” religiosas judaicas com o respaldo da Torá em sua totalidade, e que também acredita na figura de Yeshua (Jesus) como sendo o Messias esperado pela tradição profética judaica.

O Judaísmo Messiânico procura ao máximo viver de acordo com a vida, ética e moral dos Apóstolos (enviados), e seguidores de Yeshua em sua total amplitude espiritual, que é o nosso caso.

Por: Elysha Cohen

As Velas do Shabat - O que Representa?

As velas do Shabat!

Shabat Shalom 6As velas do Shabat em nosso meio.

Duas velas são acesas, correspondendo às duas expressões “Zachor” e “Shamor” que são mencionadas nos Dez Mandamentos (“Lembrar” e “Guardar” o Shabat). Algumas mulheres acendem uma luz adicional com o nascimento de cada criança (pois cada criança traz mais luz ao mundo), e continuam acendendo-a através dos anos. As luzes simbolizam a alegria e serenidade que distinguem o shabat.

 É um dever e privilégio de toda mulher Judia que ama o Eterno, ou no nosso caso, mesmo as mulheres do qual não nasceram em um lar judeu, mas estão resgatando suas raízes judaicas na pessoa do Messias Ieshua, acender as velas do Shabat (e Iom Tov). É importante que toda menininha a partir dos três anos acenda sua própria vela. Recomenda-se que a mãe não acenda as suas primeiro, pois depois que uma pessoa acendeu as velas, o Shabat já se iniciou para ela, mesmo que seja antes do pôr-do-sol. Neste caso não poderá mais ajudar a menina a acender a sua vela se for necessário. Mesmo crianças novas sentem calor e alegria interior, quando ajudam a receber o Shabat com suas velas.

Antes de acender as velas do Shabat, é um momento apropriado para observar a Mitsvá (mandamento) de Tsedacá (oferta), depositando algumas moedas na caixinha de caridade.

Para nós a celebração do Shabat é feita na pessoa do Messias Ieshua, sendo Ele como a nossa luz, contamos com o auxílio do Ruach HaKodesh (Espírito (O) Santo, o próprio Espírito de Elohim), aquecendo os nossos corações com a própria manifestação de amor vindas da parte do Eterno em nossos meio, juntamente com a celebração do Shabat.

Por Elysha Cohen

Shabat, uma dádiva Divina!

“Tenho uma dádiva preciosa no meu Tesouro” — disse D-us a Moshê (Moisés) — “e Shabat é o seu nome; vá e dize a Israel que é Meu desejo dá-lo de presente a eles” (Talmud, Shabat, 10b).

Todo judeu e toda judia, vale-se dizer isso a nós, toda a família que ama o Eterno e guarda a sua aliança em seus corações deve alegrar-se com a chegada do Shabat. A mera expectativa da vinda de um hóspede ilustre nos deixa entusiasmados, absorvidos, reorganizando nosso lar; e caso pertença a realeza, mais ainda nos ocuparemos e prepararemos, e, afinal de contas, quem está chegando é a Rainha Shabat, para nós o amado de nossas almas!

Pratarias e candelabros são polidos até reduzir, lençóis limpos são estendidos nas camas e a mesa é coberta por uma toalha branca recém-lavada, que ali permanecerá por toda a duração dese dia santificado. Em honra ao ilustre hóspede, todos se banham e vestem suas melhores roupas de Shabat.

Por Elysha Cohen

A Noite de Shabat em Casa!

Shalom Aleichem

História dos antigos

Este cântico de louvor, entoado na noite do Shabat, está baseado numa passagem talmúdica segundo a qual um anjo bom e um mau acompanham às suas casas todos que voltam da sinagoga sexta-feira à noite.

Se eles encontram a casa preparada para o Shabat, a mesa festivamente posta, com velas reluzentes e toda família vestida em suas melhores roupas — o anjo bom diz: “Que o próximo Shabat seja como este”, e o mau responderá, mesmo contra a sua vontade: “Amém, que assim seja”. Mas se por outro lado, acontece o contrário, e a casa não está preparada para receber a Rainha Shabat, o anjo mau diz: “Que o próximo Shabat seja como este”, e o bom, infelizmente, será obrigado a dizer “Amém”.

Por Elysha Cohen

Esther Chayil (Mulher de Valor)

Esther Chayil

Esther Chayil (“mulher de valor” — Provérbios 31: 10-31) é um poema em ordem de Alef-Beit, onde cada verso começa com uma letra diferente, de acordo com a ordem do alfabeto hebraico. É recitado pelo marido quando ele retorna da sinagoga, na noite do Shabat.

Rabi Yitschac bem Nechemya diz no Yalcut Mishlei: “Assim como D-us deu a Torá a Israel através das 22 letras do Alef-Beit, Ele louva a mulher virtuosa através destas mesmas 22 letras”.

Como parte das preparações para a cerimônia do Kidush (“consagração”), os membros da casa cantam ou recitam esta canção de louvor para a “mulher de valor”. A canção, com sua apreciação da mulher, a mãe, a dona de casa, tem uma dupla conotação; é um elogio para a dama do lar e uma glorificação da Shechiná (Presença Divina) que é, num sentido, a Mãe, a Dona de casa do mundo real.

A Shechiná (Presença Divina), representa o poder Divino tal como manifestado na realidade, agindo numa infinita variedade de maneiras e meios. Setenta nomes, cada um dos quais expressa outro aspecto, outra face desta Sefirá (Manifestação e Atributo Divino) que abrange tudo. Porque setenta? Pois Malchut (reinado, realeza) é a sétima das Sefirót inferiores e, sendo a última, também inclui em si todas as dez; em outras palavras, ela expressa todas as Sefirót, cada uma de sete formas diferentes; de modo que setenta é o número chave para o desenvolvimento da celebração da noite dedicada à Malchut e à Shechina que a Malchut representa.

Por Elysha Cohen

A História da Chalá

A História da Chalá

Quando os judeus estavam no deserto, após terem deixado o Egito, não tinham o que comer, dado que o pequeno suprimento de Matsá que levaram já se acabara. D-us mandou, então, uma porção diária de Maná (alimento dos céus), para cada pessoa. O maná continha a propriedade de satisfazer “a todos os gostos”: proporcionando qualquer sabor que se desejasse ou imaginasse. Como eram afortunados nossos ancestrais, sendo lembrados, a cada dia, de que, na verdade, o homem depende da graça de D-us para o seu alimento cotidiano!

Todas as sextas-feiras nossos antepassados recebiam uma porção dobrada de Maná. Assim, em comemoração a este alimento celestial, ao invés de iniciar as refeições de Shabat e Iom Tov com pão comum, após o Kidush e Ntilat Yadaim, fazemos a Bênção sobre um par de Chalot trançadas.

Quando a Maná caía no solo, permanecia fresco, pois estava “forrado” por uma camada de orvalho, tanto embaixo como por cima. Este é um dos motivos de colocarmos as Chalot sobre um prato ou travessa e sob uma cobertura especialmente decorada.

Outro motivo para cobrirmos as Chalot durante o Kidush é o fato das Chalot (o pão, que é o alimento básico do homem) serem mais importantes que o vinho (que, de certa forma, é apenas um artigo de “luxo”, além do que a Brachá da Chalá tem precedência sobre a Brachá do vinho). Assim sendo, para não “envergonhar” as Chalot devemos cobrí-las enquanto damos precedência ao vinho. Se a Torá exige que não envergonhemos as Chalot, que não são capazes de sentir tal vergonha, quanto mais cuidadosos devemos ser em não envergonhar o próximo!

Deduz-se da descrição bíblica que o Maná tinha a aparência de sementes brancas. É por isso que muitos costumam espalhar sobre a Chalá sementes de papoula ou de gergelim.

Por Elysha Cohen

Os doze pães

Os Doze Pães

No Mishcan (Tabernáculo) portátil no deserto e mais tarde no Templo Sagrado havia uma mesa especial com doze prateleiras abertas, cada qual representando uma das doze tribos de Israel. Às sextas-feiras, os Cohanim (Sacerdotes) assavam doze pães especiais e no Shabat trocavam esses pães por aqueles assados na semana anterior. Apesar de decorridos sete dias, os pães permaneciam frescos e quentes, tal como novos, e eram comidos pelos Cohanim no Shabat.

A Chalá no Shabat nos faz recordar o milagre do Maná, quando fazemos a bênção sobre duas Chalot inteiras, e o intrincado número de tranças de cada Chalá (seis, perfazendo um total de doze) traz à memória o milagre dos pães no Templo.

Por Elysha Cohen

Maariv de Shabat

Em geral Tefilá é traduzido como oração, isto é, pedidos, louvores ou agradecimentos a D-us, quando o sentido mais profundo do conceito de Tefilá é unir-se a D-us através dos sentimentos (coração) e da mente (Cavaná, concentração e direcionamento da mente à D-us). Tefilá significa “unir a parte ao todo”, o que é uma clara referência ao anseio que a alma (que é uma parte de D-us), tem de voltar a unir-se ao Altíssimo, o que realiza-se através da Tefilá.

Principalmente em Shabat nota-se que a Amidá, o trecho principal da Tefilá, é menor. Ao invés de 18 (19) bênçãos normais, há apenas sete bênçãos onde o tema principal é a santificação do Shabat, o sétimo dia, que representa o Shabat como a fonte de bênção para todos os sete dias da semana.

Por Elysha Cohen